“Terremoto lento” atinge Nova Zelândia há 6 meses

Auckland, a maior cidade da Nova Zelândia | Foto: Reprodução

Auckland, a maior cidade da Nova Zelândia | Foto: Reprodução

 

Seis meses atrás, um terremoto de magnitude 7 na escala Richter atingiu a Nova Zelândia. Normalmente, um terremoto dessa proporção causa grandes estragos, chegando a destruir cidades inteiras. No entanto, nenhum relato de desmoronamento ou desastre foi dado no país. Mas por que os efeitos não estão sendo sentidos pela população? Na verdade, o terremoto que atingiu a Nova Zelândia não é comum. Trata-se de um “terremoto lento”.

 

Durante um terremoto normal, a terra balança muito rapidamente, liberando energia de várias bombas atômicas em poucos segundos, o que causa muita destruição. Já um terremoto lento libera a mesma quantidade de energia e provoca o mesmo movimento de terra, mas distribui seus efeitos ao longo do tempo, o que não provoca nenhum efeito perceptível para a população. De acordo com os sismólogos, o longo tempo de duração do terremoto o torna tão fraco que até os melhores instrumentos sísmicos têm dificuldades para detectá-lo.

 

O epicentro está localizado na costa oeste do país, 40 km abaixo da superfície. O fenômeno teve início em janeiro e deve durar mais alguns meses. Terremotos lentos foram descobertos somente no começo do século 21, e portanto ainda são pouco estudados e compreendidos. Segundo os cientistas, esses terremotos são muitos similares aos comuns, mas acontecem em profundidades maiores. Os terremotos lentos parecem se formar em ciclos. O tremor atual da Nova Zelândia é o terceiro de uma série que se iniciou em 2003, e se repetiu em 2008. Um melhor estudo dos terremotos lentos pode revelar alguma relação entre os dois tipos de abalos sísmicos, o que pode ajudar na previsão de terremotos realmente catastróficos.

 

Com informações do LiveScience

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