Saraiva inicia venda de impressoras 3D

Impressoras 3D devem revolucionar o modo de consumir objetos | Foto: Divulgação

 

As impressoras 3D para consumidores ainda são raras no Brasil, mas estão chegando aos poucos. Uma das primeiras é a Cube, da 3D Systems, agora em pré-venda na Saraiva em parceria com a brasileira Robtec. A impressora Cube é plug-and-play, possui conectividade Wi-Fi e traz alguns designs já prontos, ou seja: basicamente é tirar da caixa, ligar na tomada e sair imprimindo objetos. No entanto, isso não é para todo mundo.

 

Assim como em outros países, impressoras 3D custam caro no Brasil: o preço salgado é de R$ 6.690, com lançamento previsto para amanhã. Há quatro opções de cores: azul, verde, branco e rosa. Você também poderá comprar o cartucho na loja – 1 kg de plástico sai por R$ 280 – mas ele ainda não está disponível. Com a impressora Cube, você pode criar objetos em plástico ABS, reciclável e mais resistente, ou em plástico PLA, que lhes dá uma superfície com brilho. É possível imprimir objetos com dimensões de até 5,5 polegadas (o equivalente a 140 x 140 x 140 mm).

 

Alguns produtos impressos a partir de arquivos digitais | Foto: Divulgação

 

Mas quais? Bonequinhos, peças de xadrez, capas de celular, pulseiras, anéis, luminárias, palhetas de guitarra, e até instrumentos… A impressora vem com software para Windows e Mac, e 25 projetos já prontos; você pode obter mais no site da Cubify. Claro, nada disso custa pouco: afinal, ainda estamos no início da era de impressão 3D em casa. A Cube chegou ao país em abril, mas só era possível comprá-la direto com a Robtec. E esta é a impressora 3D mais barata que a empresa oferece: o modelo mais avançado, a CubeX, imprime objetos maiores e custa a partir de R$ 12.490; ela ainda não está disponível na Saraiva.

 

No entanto, há opções mais baratas oferecidas por outras empresas: a Metamáquina 2, por exemplo, custa R$ 3.900, tem base aquecida para evitar deformações na impressão, e permite criar objetos de até 200 x 200 x 150 mm. No entanto, ela só estará disponível em outubro. Teoricamente, comprar a Cube pela Saraiva não vale muito a pena: incluindo impostos, frete para o Brasil e conversão do dólar para real, a impressora 3D comprada pelo site da Cubify custa cerca de R$ 6.500, mais barato do que no e-commerce brasileiro.

 

Com informações do Gizmodo

Cervejaria gaúcha cria anulador de celular

Polar instalou dispositivo em porta-garrafas para estimular conversas | Foto: Divulgação

Polar instalou dispositivo em porta-garrafas para estimular conversas | Foto: Divulgação

 

A Polar, marca de cerveja do Rio Grande do Sul, criou um sistema curioso em seu porta-garrafas: ao colocar uma cerveja, um dispositivo é ligado e anula os sinais de comunicação nos arredores e deixando os celulares sem sinal de 3G, wi-fi e até SMS. O objetivo é resgatar a interação maior entre amigos em bares, que havia antes da chegada dos smartphones e suas multifunções. O lançamento aconteceu na semana passada, em Porto Alegre (RS).

 

A novidade é a abrangência do anulador de celular, que é limitada a cerca de 1,5 metro, tamanho aproximado de uma mesa de bar. Para funcionar, o “gadget” deve estar abastecido com uma garrafa de cerveja. Assim que o sinal luminoso da base acende, o bloqueio fica ativo, bloqueando sinais de redes 3G, 4G, wi-fi e Bluetooth. O porta-garrafas funciona com uma bateria que dura em média 4 horas e é recarregável. Por enquanto, apenas os bares da capital gaúcha terão acesso à novidade. Quem quiser, pode conferir onde ele estará disponível na fan page da cervejaria.

 

Veja como o anulador de celular funciona, no vídeo abaixo:

 
 

Com informações do Magro de Ruim

Manual de sobrevivência para protestos

Nesta segunda, São Paulo terá mais uma manifestação | Foto: Marcos Alves

Nesta segunda, São Paulo terá mais uma manifestação | Foto: Marcos Alves

 

Em várias cidades do Brasil, estão ocorrendo protestos quase que diários contra o aumento do custo de vida. Muitos manifestantes dizem que “não é só por R$ 0,20”, outros levam cartazes e, infelizmente há alguns que aproveitam a grande aglomeração de pessoas para irem mascarados e encapuzados e depredarem o que for possível. Frequentemente, há confronto com policiais e agressões dos dois lados, tornando as grandes avenidas verdadeiras praças de guerra. Por isso, nós do Sweet Geek vamos mostrar neste post como ir às manifestações e retornar em segurança, e como se defender em caso de abusos:

 

Veja como amenizar os efeitos do spray de pimenta | Infográfico: Não Salvo

Veja como amenizar os efeitos do spray de pimenta | Infográfico: Não Salvo

 

O QUE FAZER

 

1 – VESTUÁRIO: prepare sua “armadura”. Use casacos e roupas impermeáveis, pois o spray de pimenta “gruda” no algodão. Leve mochila com cadernos grossos, para absorverem possíveis impactos de disparos. Se possível, prenda um caderno nas costas e tente levar capacetes de obra. Óculos de natação ajudam a proteger também do gás lacrimogêneo. Use calçados confortáveis para caminhada.

 

2 – SUPRIMENTOS: Na mochila, leve uma garrafa grande de água, biscoitos ou barras de cereal e um kit de primeiros socorros. Se você toma remédios com horário marcado, leve duas doses a mais que o necessário, para o caso de imprevistos.

 

3 – CONTATOS FÍSICOS: Escreva e guarde, se possível em mais de um bolso e na carteira/bolsa, o nome e telefone de pessoas para contato em caso de emergência – familiares, amigos próximos e advogado – além do seu tipo sanguíneo e possíveis alergias conhecidas.

 

4 – CONECTIVIDADE: evite levar muitos aparelhos eletrônicos, você pode ser furtado no meio do protesto e só perceber horas depois. Só leve o necessário, mas mantenha as baterias carregadas ao máximo antes de sair e escolha uma conexão de internet: 3G ou wi-fi. Se você usar as duas juntas, a bateria do seu smartphone vai se desgastar bem mais rápido. Caso opte por wi-fi, só entre em redes conhecidas (com senha!) para evitar roubo de dados. Se você usa gerenciador de apps, deixe abertos (em segundo plano) apenas Twitter e comunicadores como o WhatsApp. Facebook e alguns navegadores costumam usar muita memória RAM, e portanto, fazendo sua bateria ir pelo ralo. Da mesma forma, evite subir vídeos e fazer transmissões ao vivo: deixe para upar tudo ao fim da manifestação.

 

5 – COMPORTAMENTO: ande sempre em grupo, e se possível, ocupando apenas uma ou duas faixas da avenida. Não bloqueie o trânsito, e peça aos líderes do movimento que impeçam arruaças. Obedeça as ordens da Polícia, e mostre boa vontade em caso de averiguação. Siga o trajeto combinado com as autoridades, e dê passagem aos jornalistas que cobrem a manifestação. ATENÇÃO! Mulheres podem ser revistadas, mas têm o direito de exigir que ela seja feita em local discreto e apenas por outra mulher.

 

6 – ROTAS DE FUGA: Se o protesto for em uma capital, em caso de tumulto mantenha a calma. Em último recurso, corra para uma embaixada, consulado*, museus militares ou prédios federais: a Polícia não tem jurisdição nesses locais.

 

PM joga spray de pimenta contra repórter cinematográfico | Foto: Reprodução/ UOL

PM joga spray de pimenta contra repórter cinematográfico | Foto: Reprodução/ UOL

 

O QUE NÃO FAZER

 

1 – VESTUÁRIO: não use camisetas como proteção do rosto, toucas ninja ou máscaras como a do “V de Vingança”. Além de não proteger contra o spray de pimenta, já que ele adere ao algodão, a Polícia pode interpretar que você quer vandalizar as ruas. Não use brincos, colares, piercings e gravatas.

 

2 – SUPRIMENTOS: não leve equipamentos pontiagudos, quebráveis e/ou cortantes, nem pedras ou barras de ferro. Também não leve vinagre, que por ser material para formação de bombas caseiras, pode acarretar em prisões.

 

3 – COMPORTAMENTO: não entoe gritos que xinguem a Polícia: eles também são cidadãos como você e cumprem ordens, e devem cumprir a lei tal como você. Não os provoque, não faça dancinhas e muito menos ridicularize a ação da PM. Desacato a autoridade é crime, e dá cadeia. Não vandalize monumentos e muito menos faça pichações em portarias de prédios ou pontos de ônibus. Dano ao patrimônio também é crime, e só vai prejudicar os manifestantes sérios, além de gastar dinheiro público na reconstrução. Oriente pessoas com deficiência e idosos a não participar na rua, elas podem se ferir gravemente em caso de tumulto. Não deixe que crianças e adolescentes participem também, pelo mesmo motivo.

 

4 – BLOQUEIO DE VIAS: não bloqueie a rua e peça aos líderes da manifestação que orientem o grupo a liberar pelo menos uma ou duas faixas para o trânsito. Quem mora longe não tem culpa dos acontecimentos e não pode ser prejudicado. Libere a passagem para veículos de imprensa, ônibus e principalmente carros de Polícia e ambulâncias, e facilite o socorro a possíveis feridos..

 

5 – CONECTIVIDADE: evite abrir a rede wi-fi da sua casa para estranhos. Gente mal-intencionada pode roubar dados bancários e senhas, te causando muita dor de cabeça. Mantenha sua rede com uma senha segura e só a forneça para conhecidos.

 

Post elaborado a partir de informações de Maurício Cid, Caio Komatsu e Renato “Bacon” de Andrade, entre outros

 

* UPDATE: O sempre atento Luan Borges lembra que um brasileiro em território de embaixadas ou consulados pode ser considerado invasor. Usem essa opção com extrema cautela.

 

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