Anatel leiloará 4G da faixa de 700MHz neste mês

4G brasileiro opera em faixa diferente de grandes mercados | Foto: Reprodução

4G brasileiro opera em faixa diferente de grandes mercados | Foto: Reprodução

O novo leilão de banda larga móvel de quarta geração destinará ao 4G brasileiro faixas que tornarão a rede do país compatível com a de outros 20 países, inclusive a dos Estados Unidos, segundo informações da 4G Américas, associação de operadoras que monitora a adoção da tecnologia pelo mundo. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicou o edital do leilão na última semana, que será realizado em 30 de setembro.

Os seis lotes da frequência de 700 Megahertz (MHz) renderão ao governo, pelo menos, R$ 7,7 bilhões. As faixas do espectro são como rodovias por onde os dados trafegam. Por enquanto, os dados do 4G no Brasil são transmitido pela frequência dos 2,5 Gigahertz (GHz), que foi leiloada em 2012 e rendeu aos cofres públicos R$ 2,9 bilhões, um ágio de 31,27%.

Hoje, a “estrada” dos 700 MHz não está livre: circula por ela o sinal de canais de TV. Por isso, as empresas que levarem cada lote do 4G terão ainda que pagar a retirada desses serviços, o que deverá resultar custos extras estimados pela Anatel em R$ 3,6 bilhões. A tecnologia utilizada no Brasil para banda larga móvel de quarta geração já é a mesma de outros 45 países pelo mundo, como a vizinha Colômbia, o Japão e os europeus Alemanha, França, Portugal e Espanha. Isso quer dizer que smartphones ou tablets com tecnologia 4G comprados no Brasil também acessarão a rede de banda larga móvel desses países. Aparelhos 4G comprados nesses países também funcionarão na rede brasileira.

Com a abertura da faixa dos 700 MHz para o 4G, 20 países passarão a ter rede compatível com a brasileira. Entre eles estão os Estados Unidos, o maior destino de turistas brasileiros. A lista inclui também Bolívia, Porto Rico, Nova Zelândia, Irlanda, Croácia e Líbano. Desde que o 4G começou a ser implantado no Brasil, em abril do ano passado, 18 países passaram a destinar a faixa dos 2,5 GHz para a internet de alta velocidade de quarta geração. Um deles foi a China, onde pacotes 4G passaram a ser vendidos em dezembro de 2013.

Em alguns casos, a adoção do 700 MHz no Brasil fará com que a compatibilidade seja reforçada, pois, além dessa faixa, os países já utilizam a dos 2,5 GHz. Será o caso, por exemplo, de Rússia, da Alemanha e Portugal. Em comparação às velocidades do 3G, as taxas de conexão do 4G chegam a ser até dez vezes maiores. Enquanto o máximo alcançado pelo primeiro é 21 Megabits por segundo (Mbps), a nova tecnologia chega a oferecer até 100 Mbps e apresenta médias de 50 Mbps.

As faixas destinadas ao 4G possuem diferenças entre si. Enquanto a frequência de 2,5 GHz transporta dados mais pesados, a de 700 MHz cobre territórios mais amplos. Isso ocorre porque quanto maior a frequência, menor seu alcance e maior a sua potência. A diferença na capacidade de cobertura também afeta a instalação de infraestrutura. Para cobrir uma mesma localidade, são necessárias mais antenas na faixa de 2,5 GHz do que estações de rádio-base de 700 MHz. É isso que torna a frequência que será leiloada em setembro tão atrativa comercialmente.

Com informações do Portal A8

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Google deve abrir lojas físicas

Sergey Brin, presidente do Google | Foto: Reprodução

Sergey Brin, presidente do Google | Foto: Reprodução

 

O Google se prepara para abrir uma rede de lojas de varejo. A informação é do site 9to5Google, que diz tê-la recebido de uma fonte “extremamente confiável”. Elas deverão vender seus smartphones e tablets Nexus, além dos óculos Google Glass, que a empresa pretende lançar para o público geral no segundo semestre. O blog diz que as novas lojas vão vender uma ampla gama de produtos. Pode-se supor que os aparelhos da linha estarão entre eles, assim como os Chromebooks, notebooks que rodam o sistema operacional Chrome OS e funcionam em conjunto com serviços e aplicativos do Google na web.

 

Mas, segundo a fonte, a principal razão para essa investida no varejo seria divulgar os óculos inteligentes. Os gadgets, que obviamente rodam o sistema Android, exibem informações para o usuário e captam imagens por meio de uma câmera embutida, além de funcionar como viva voz para o smartphone. Estima-se que o Google Glass vá custar entre 500 e 1.000 dólares nos Estados Unidos. É o preço de um ótimo tablet, por exemplo. Mas muitos consumidores nem sabem para que serve o aparelhinho futurista. Assim, o Google teria chegado à conclusão de que a melhor maneira de vendê-lo é deixar as pessoas experimentá-lo. Para isso serviriam as lojas. Numa etapa posterior, a empresa teria decidido vender outros produtos nelas. As primeiras lojas devem ser abertas nos Estados Unidos, até o fim deste ano.

 

E o fato é que o gigante das buscas já vem testando o varejo há algum tempo. Nos Estados Unidos, a empresa tem quiosques dentro das lojas de eletrônicos Best Buy e até em aeroportos – estes em parceria com a Virgin. Servem para divulgar os Chromebooks. Se o Google quiser inspiração, pode dar uma olhada nas lojas da Apple. São 400 unidades em 14 países. Elas são muito lucrativas, como já declarou o CEO Tim Cook, e as mais bem localizadas estão sempre lotadas. Além disso, são estratégicas para divulgar os produtos da Apple. Mas imitar esse modelo não é fácil. Tanto a Microsoft como a Samsung possuem suas próprias lojas de varejo, mas estão longe do sucesso extraordinário da Apple nessa área. Talvez o Google tenha de encontrar sua própria fórmula em vez de apenas copiar a da rival.

 

Com informações da INFO