Cerveja faz bem e ajuda mulheres a perderem peso

Com baixo teor alcoólico, a cerveja é feita geralmente de cevada e lúpulo | Foto: Reprodução

Com baixo teor alcoólico, a cerveja é feita geralmente de cevada e lúpulo | Foto: Reprodução

 

Seja para brindar bons momentos ou conversar com as amigas no bar, a cerveja tem conquistado cada vez mais o universo feminino. Mas, com o prazer de degustar a bebida, vêm, para algumas mulheres, os medos causados pelo efeito do álcool, como a popular “barriguinha de chope” ou até mesmo doenças no fígado. A bota notícia é que, se consumida moderadamente, a cerveja pode trazer uma série de benefícios à saúde feminina.

 

“O consumo moderado é de 20g de álcool para homem, o que equivale a duas latas de cerveja, e 10g para mulher por dia, o que equivale a uma. Tem que ser em porções fracionadas. Se você tomar 30 latas num único dia do mês, vai acumular a concentração de álcool e levar a efeitos negativos”, explica Fredson Costa Serejo, doutor em ciências biológicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro. “É preciso deixar claro que o consumo deve ser moderado. É como um medicamento. Se consumido corretamente, faz bem à saúde, mas se tomar em excesso, pode virar um veneno”, compara.

 

Ela é apreciada em mesas de bares, mas tem a má fama de causar gordura abdominal, tanto que algumas pessoas costumam usar a expressão “barriga de chopp” ou “barriga de cerveja” quando bebem demais. Mas segundo os especialistas, nenhum estudo comprova essa associação popular. “A cerveja por si só tem um conteúdo calórico. Se além do consumo calórico permitido diariamente você ultrapassar o limite por causa do excesso da cerveja, vai acabar engordando. Mas a ideia de que a cerveja dá barriga existe porque as pessoas sempre bebem acompanhando alguma porção calórica, como pizza ou batata frita”, explica Serejo.

 

Sem excesso, a cerveja não engorda. Pelo contrário, desde que seja consumida em doses moderadas, a bebida oferece alguns nutrientes que podem ajudar na briga contra a balança. Isso porque ela estimula a produção de um hormônio no tecido adiposo chamado adiponectina, que atua no metabolismo de gorduras. De acordo com estudos, níveis elevados desse hormônio estão associados a menos riscos de doenças cardiovasculares e no melhor controle do peso corporal.

 

O levantamento aponta que a ingestão diária de uma ou duas latas de cerveja por mulheres antes da menopausa resultou em aumento dos níveis de adiponectina em aproximadamente 8% após três semanas. “O álcool por si só também tem seus efeitos e pode aumentar o HDL, conhecido como colesterol bom”, explica Fredson. Isso previne a deposição de placas de gordura nos vasos sanguíneos, ajuda no funcionamento do fígado e reduz o risco de infarto. E aí? Vai uma cervejinha?

 

Com informações do Terra Mulher

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